Eliminar o sintoma que tanto incomoda o paciente é o que
ele mais deseja, nós
podemos proceder da mesma forma no aspecto da cura:
querer, através da imposição, ser liberado o mais rápido possível da moléstia.
Para isto a medicina, tanto a alopata como a alternativa nos oferecem um vasto
arsenal de medicamentos, ervas, técnicas e terapias com eficácia comprovada,
mas ainda assim não são poucos os casosonde nem todas as terapias juntas
conseguem remover os sintomas.
Podemos
também proceder através da justiça e iniciar a compreensão do processo da
enfermidade do paciente e da aprendizagem que a mesma está querendo nos
transmitir e desta forma encaminhar o paciente a fazer seu próprio processo de
autoconhecimento. Esta última não é a mais fácil, ainda mais numa sociedade que
nos empurra as soluções rápidas em sacrifício das coisas essenciais.
Esta
via da justiça é o objeto principal desta dissertação. Dessa forma entendemos
que a doença é o mestre que através da dor nos ensina aquilo que é preciso
aprender com urgência, compreendendo que não é um aprendizado intelectual e sim
uma questão vivencial que trás o questionamento das nossas bases morais ou a
forma de encararmos o mundo.
A
compreensão de nossa enfermidade nos exige uma mudança de orientação em nossos
padrões de comportamento, mudança que necessariamente tem um gasto ou um
incômodo que equivale a um trabalho de progresso e superação, não é de
estranhar que as mudanças na dieta sejam um dos fatores propostos pela medicina
como alternativa de cura que trás mais rapidamente alívio a muitas doenças, já
que a
mudança da dieta além de ser uma medida de força, é
também uma medida de justiça, pois exige um trabalho de disciplina e paciência,
exige também um questionamento moral e
ético de uma importante parte de nossas rotinas e ações no mundo. É aí que o
paciente começa a trabalhar na recuperação de sua enfermidade.
Claro
que este não é o único nem o primeiro ponto onde o doente deve iniciar seu processo
de cura. A cura realmente está no vínculo dentro da consciência; aquilo que foi
permitido ou proibido em benefício da pessoa e em detrimento da integridade do
ser e isto pode suceder em diversos planos, pois o que se exige de nós é a
vivência dos distintos aspectos da realidade que podem ser dados em diferentes
níveis da existência: em nossa mente e emoções, em nossas relações afetivas ou
profissionais, ou até mesmo em nosso corpo.


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