sexta-feira, 19 de abril de 2013

A Cura terapeutica alem da corporalidade II

                                               


Eliminar o sintoma que tanto incomoda o paciente é o que ele mais deseja, nós
podemos proceder da mesma forma no aspecto da cura: querer, através da imposição, ser liberado o mais rápido possível da moléstia. Para isto a medicina, tanto a alopata como a alternativa nos oferecem um vasto arsenal de medicamentos, ervas, técnicas e terapias com eficácia comprovada, mas ainda assim não são poucos os casosonde nem todas as terapias juntas conseguem remover os sintomas.
                Podemos também proceder através da justiça e iniciar a compreensão do processo da enfermidade do paciente e da aprendizagem que a mesma está querendo nos transmitir e desta forma encaminhar o paciente a fazer seu próprio processo de autoconhecimento. Esta última não é a mais fácil, ainda mais numa sociedade que nos empurra as soluções rápidas em sacrifício das coisas essenciais.
                Esta via da justiça é o objeto principal desta dissertação. Dessa forma entendemos que a doença é o mestre que através da dor nos ensina aquilo que é preciso aprender com urgência, compreendendo que não é um aprendizado intelectual e sim uma questão vivencial que trás o questionamento das nossas bases morais ou a forma de encararmos o mundo.
                A compreensão de nossa enfermidade nos exige uma mudança de orientação em nossos padrões de comportamento, mudança que necessariamente tem um gasto ou um incômodo que equivale a um trabalho de progresso e superação, não é de estranhar que as mudanças na dieta sejam um dos fatores propostos pela medicina como alternativa de cura que trás mais rapidamente alívio a muitas doenças, já que a
mudança da dieta além de ser uma medida de força, é também uma medida de justiça, pois exige um trabalho de disciplina e paciência, exige  também um questionamento moral e ético de uma importante parte de nossas rotinas e ações no mundo. É aí que o paciente começa a trabalhar na recuperação de sua enfermidade.
                Claro que este não é o único nem o primeiro ponto onde o doente deve iniciar seu processo de cura. A cura realmente está no vínculo dentro da consciência; aquilo que foi permitido ou proibido em benefício da pessoa e em detrimento da integridade do ser e isto pode suceder em diversos planos, pois o que se exige de nós é a vivência dos distintos aspectos da realidade que podem ser dados em diferentes níveis da existência: em nossa mente e emoções, em nossas relações afetivas ou profissionais, ou até mesmo em nosso corpo.


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